"Aquilo que perdemos arranja sempre maneira de voltar para nós."
Tuany e Pérola
Today is the 25th birthday of one of the people that has changed my life the most. Today is the day of a girl from Nashville that reached the whole world with her songs.
Taylor, I can’t find words to say how much I love you and how much I wish that I could hug you right now and thank you for everything you taught me.
You are one of the people that I will never ever forget .There is no second I’m not proud to say that I’m your fan. Haters gonna hate, but they’ll never be able to make me stop loving you. I was there then, I’m here now and I promise that I’ll be here for you forevermore.
Happy birthday, sweetheart!!
I NEVER WANT THIS POST TO END
SAME
the second pic of the elephant and dog though. holy crap that’s graceful
The #ShakeItOff Outtakes Video #4 is HERE!!!
- Taylor Nation
A questão é que eu estava procurando por uma palavra que me definisse. Era isso. Eu queria uma definição, algo para chamar de meu. Escolhi carpe diem e acabei quebrando a cara.
Eu descobri que era mais que isso. Aprendi que Carpe Diem era principalmente viver sem mágoas e sem arrependimentos. É pedir desculpas mesmo quando se está certo. É não guardar rancor e ter a consciência limpa. Tudo bem, se viver era não guardar rancores e mágoas acho que “carpe diem” não nasceu mesmo para ser a minha palavra.
Descobri então maktub, um sinônimo de destino. Uma palavra árabe que significava “está escrito” ou “tinha de acontecer”. Nunca cheguei a acreditar muito nesse jeito de pensar, principalmente porque eu nunca acreditei fielmente em destinos.
Fui procurar então alguma coisa em que eu realmente acreditasse. Eu acreditava na morte, isso era um fato. Mas eu não escolheria poder me definir por algo tão sombrio e banal quanto a morte. Eu acredito que sou livre. Free as a bird, exatamente como na música dos Beatles.
Então eu descobri Freiheit, que significava liberdade. Eu ri com todos os dentes e esbanjei toda a felicidade do mundo por finalmente ter encontrado algo que fosse meu. Eu queria poder tatuá-la.
Decidi fazer uma pesquisa mais ampla e acabei descobrindo que Freiheit significava “pescoço-livre”, referindo-se aos grilhões que mantinham escravos aprisionados pelo pescoço. O que eu particularmente achei obscuro demais. Algo muito forte e pesado.
E finalmente parei de procurar algo que pudesse me definir. Eu era um conjunto. Um dicionário. Eu era um turbilhão de significados que variavam durante o tempo. Eu era a variável e a constante de uma equação, o que me fez querer sair do português e invadir a matemática.
Mas eu nunca fui realmente boa em matemática e principalmente com variáveis. Resumindo: minhas equações eram um fracasso e talvez eu mesma fosse um completo fracasso. Um desastre.
Eu era português, matemática, literatura e história juntos. Um conjunto. E exatamente como na escola, pouca gente gostava ou estava disposta a desvendar todos os mistérios e incógnitas que me envolviam.
Eu não reclamei por não ter encontrado a minha palavra. Eu tinha algo maior: o mundo. Eu era o mundo e o mundo era meu e isso era melhor do que qualquer significado oculto que eu conseguisse encontrar.
Tenho saudade das velhas pessoas, dos velhos amigos, dos nossos velhos costumes. Tenho saudade das conversas mal acabadas, das risadas infundadas, dos momentos em que os nossos sorrisos se fundiam em um só. Saudades de quando nossos segredos não eram armas mas não faziam qualquer coisa a não ser nos unir. Saudades de quanto o tempo era outro.
Eu vivi uma outra época, um outro sonho.
O mundo não é mais meu
Eu não sou mais do mundo
O que é que eu posso ser
se não do mundo?
Nossos sonhos trilhados por caminhos tortuosos nos impediram de seguir em frente, nos afastaram. As muralhas construídas por um mundo que não era meu, nos afastaram. Eu as quebrei, mas me quebrei junto. Me abri para um novo mundo no qual eu não quero viver.
O que é que eu posso ser, se não do mundo?
13/12/2014
5:28 pm



